Sensei Jigoro Kano

Sensei Jigoro Kano
O Pai do Judô

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Rosaria - VOCÊ SABE ONDE É ISTO?






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Cotting ave?????
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domingo, 19 de agosto de 2007

PRECURSORES DO JUDÔ NA USIPA




CPAJU - O começo do Judô na Usipa

A História do Judô da Usipa, tem início com a construção da Usiminas - Empresa Siderúrgica, em 1961. Na época se encontravam na Usiminas mais de 300 pessoas enviadas por dezenas de empresas japonesas, tais como, YAWATA, FUJI, NKK. A YAWATA IRON & STEEL enviou vários de seus funcionários.
Os pais japoneses viram necessidade da educação de seus filhos na tradição japonesa. A academia foi montada a céu aberto, num quintal de residência em um bairro próximo ( Carirú ), com cobertura de encerado em cima de camada de pó de serra - não possuía tatami.
A fundação do Departamento de Judô da Usipa foi realizada pelo Sr. KOREMASA ANAMI, na época Diretor da NIPPON STEEL CORPORATION e pelo Sr. KEIICHI TAJIRI.
A academia começou com 10 crianças, logo habitantes da região se interessaram pela prática e o número de atletas passou rapidamente para 50.
Em Junho de 1963, foi construído uma academia que acomodaria a academia de judô, com 50 tatamis.
A partir daí, o Judô da Usipa conquistou vários títulos em competições esportivas.
Começou aí a participação da Assistência Técnica Japonesa não só na área industrial, como também cooperação humana de grande sucesso.


O COMEÇO

Para começo dos trabalhos do Departamento de Judô da Usipa, a Assistência Técnica Japonesa, determinou um plano de diretrizes de atividades de judô que deu grande impulso no desenvolvimento do esporte na região e Minas gerais.
Estas Diretrizes possuíam 5 fases:
• Primeira Fase - Análise do nível técnico da região, Estado e quadro de alunos;
• Segunda Fase - Fixar metas para o Departamento. Participação em campeonatos e treinamento em outros Dojôs;
• Terceira Fase - Ensino de Técnicas fundamentais de Judô, Treinamento de resistência física e distribuição de material didático;
• Quarta Fase - Formação individual de atletas com aprimoramento de golpes, dando apoio de teoria e mentalidade; • Quinta Fase - Ensino de todas técnicas de Judô.
A História do Judô da Usipa está intimamente ligada aos esforços e dedicações de grandes homens componentes das missões da Assistência Técnica japonesa da NIPPON STEEL CORPORATION, que atuaram na construção da siderúrgica Usiminas.
Estes homens são carinhosamente conhecidos como PRECURSORES do JUDÔ Usipense.

GRANDES REVELAÇÕES


ROGÉRIO DOS SANTOS
Campeão Sul Americano Senior
3º lugar Pan Americano Senior
Campeão Brasileiro Senior
Integrante da Seleção Olímpica Brasileira na cidade de Los Angeles em 84


EDILENE APARECIDA ANDRADE
Hexa Campeã Sul Americana Senior
Vice-Campeã Pan Americana Senior
Campeã Brasileira Senior
Integrante da Seleção Olímpica Brasileira nas Cidades de Barcelona e Atlanta

GLAYSON RIBEIRO ALVES
Vice-Campeão Mundial das Forças Armadas
Campeão Brasileiro Senior
Atualmente – Técnico de Equipe

MÁRCIO ROGÉRIO DE ALMEIDA
Campeão Pan Americano Juvenil
Campeão Brasileiro Juvenil
Integrante da Seleção Brasileira Juvenil

SÉRGIO LUIZ DE AZEVEDO COTA
Campeão Pan Americano Juvenil
Campeão Brasileiro Juvenil
Integrante da Seleção Brasileira Juvenil

MARCOS JERRY GONÇALVES PEREIRA
3º lugar Pan –Americano Juvenil
Campeão Brasileiro Juvenil
Integrante da Seleção Brasileira Juvenil
Atualmente Supervisor de Judo

CARLOS VINÍCIUS DA SILVA VALENCIO
Campeão Circuito Pan Americano no México
Campeão Brasileiro Senior
Classificado para integrar a Seleção Brasileira Senior (atleta primeiro ano de Junior)

O JUDÔ NA USIPA HOJE


A Usipa na década de 1960 a 1980, chegou a atingir a marca de 1.100 alunos, cabe ressaltar que neste período não se cobrava a taxa de esporte e a Usiminas colocou transporte gratuito para os atletas participarem das atividades na Usipa, devido sua localização; hoje contamos com 150 atletas, sendo 100 atletas da escolinha e cinquenta já em condições de competição.
Nossa equipe técnica atual, é formada pelos professores Hevilmar dos Santos Rocha e Hellison Lopes Nascimento, com apoio do prof. Raimundo de Assis Pereira, que exerce atualmente a função de diretor de Arbitragem da Federação Mineira de Judô, juntamente com o gerente de esportes, Nilson Moura de Oliveira, que também exerce o cargo de vice-presidente da Federação Mineira.
A diretoria do judô, é composta pelos engenheiro Ivanor Gomes de Campos ( diretor de judô ) e João Eustáquio Wanderley Costa ( presidente ).


A Usipa, continua o trabalho de diretriz traçado pelos PRECURSORES japoneses, com ênfase na conciliação da força com a técnica. Para isso, foi desenvolvido trabalho para fortalecimento físico, através de programa de musculação supervisionado por fisioterapeutas e professores do Depto de Judo sem esquecer o lado emocional / mental do atleta.
Busca constante do aprimoramento técnico e avaliação, através de participação em eventos em diversas categorias e faixas.
Desenvolvimento das técnicas implantadas pelos professores, que precisam ser novamente avaliadas, para complemento do trabalho de preparação dos atletas de competição.
O Depto de Judo da Usipa, conta com uma comissão de Pais e amigos do Judo, que colaboram na formação cidadã do judoca. O trabalho desenvolvido tem como base o aprendizado da filosofia do judo, seus princípios e técnicas a partir dos 5 anos de idade.


É prática constante a conscientização de que o Judô conduz através de seu aprendizado a benefícios que afetaram positivamente a formação de seu praticante, no que se refere ao caráter e equilíbrio; tão importantes frente às dificuldades e problemas de nosso dia-a-dia.
É realizado junto aos Pais, um trabalho também de conscientização, divulgando o Judô como ferramenta importantíssima de auxílio na educação dos jovens, pois a prática levará ao desenvolvimento da autoconfiança, melhor relacionamento social formando cidadãos conscientes da necessidade de sua participação na realização de uma sociedade melhor.

O Código Moral do Judoka

Uma lista de valores essenciais que é preciso fazer respeitar e as virtudes que ele deverá adquirir:

Gentileza - é respeitar os outros

Coragem - é fazer o que é justo
Sinceridade - é se expressar sem ocultar seus sentimentos
Autocontrole - é ficar quieto quando a raiva aflora
Honra - é manter a palavra
Respeito - sem respeito não há confiança
Modéstia - é falar de si sem vaidade
Amizade - é o mais puro dos sentimentos humanos

As Cerejeiras e o Salgueiro


Perto de Nagasaki, vivia um médico filósofo chamado Shirobei Akyama, que estava convencido de que a origem dos males humana resulta da má utilização do corpo e do espírito. Este precursor da medicina psicossomática partiu para a China onde, diziam, as técnicas terapêuticas faziam milagres. Estudou os princípios do taoísmo, da acupuntura e algumas técnicas do famoso wa-chu, luta chinesa que utilizava as projeções, luxações e os golpes, criada por um médico tanto para o restabelecimento rápido dos convalescentes, como para o desenvolvimento harmonioso do corpo.
Voltando ao Japão , Shirobei-Akyama ensinou a alguns discípulos, uma vintena de técnicas de reanimação e três ou quatro de ataques, visando determinados pontos vitais. Compreendera o princípio positivo da filosofia taoísta, assim como suas aplicações práticas na medicina e na luta. Ao mal, ele opunha o mal; à força, a força. Mas ante uma doença difícil de definir ou demasiada grave (ou de uma adversário demasiado forte), os princípios chineses falharam. Os discípulos do médico, desencorajados, abandonaram-no. Este, perplexo, retirou – se para um pequeno templo e impôs a si próprio uma meditação de cem dias
No decurso desta ascese, o espírito de Shirobei atingiu uma tensão extraordinária. Tudo fora posto em questão: a filosofia Chinesa Ying e Yang, a acupuntura e, por fim, todos os métodos de combate. A questão final que o torturava era: se uma vez atacado, eu sou positivo, se, por conseguinte negativo assim que sou atacado. Ora, opor uma ação não é vantajoso a não ser que minha força seja superior à força adversa. Como poderei então ser negativo (em defesa) se tomo iniciativa de ação? Pois se a ação positiva sempre aniquilada por uma ação positiva não mais importante, como conjugar tal coisa até o completo domínio?
Passeava uma manhã no jardim do templo enquanto nevava abundantemente. Escutava o estalido dos ramos das cerejeiras quebrando sob o peso da neve. Mas, de súbito, avistou um salgueiro na margem do ribeiro. O peso da neve curvava os seus ramos, mas o tronco flexível logo se desembaraçava do seu fardo retomando posição.
A solução surgiu-lhe como um relâmpago! Ao positivo devia opor-se o seu complemento: o negativo! À força, devia reagir-se com a flexibilidade. Se um assaltante nos empurra não lhe façamos frente pela força, pois se a sua for superior, arrriscamo-nos a ser derrubados. Ao empurrão ceder rapidamente com um pronto e inesperado recuo. O nosso adversário terá, assim, tentando arrombar uma porta aberta, desequilibrando-se, cairá aos nossos pés.
Se, ao contrário um adversário nos puxar, não nos cansemos numa vã resistência, acompanhemos o sentido na tração e, então, beneficiando do desequilíbrio do agressor, derrubemo-lo sem grande esforço.
O médico de Nagasaki aperfeiçoou o ataque e a defesa, na luta corpo a corpo e criou uma centena de golpes. Os seus discípulos propagaram os ensinamentos sobre o nome de Yoshin-Ryu ou, “Escola do Coração de Salgueiro”.